Trinta migrantes provenientes de Malta acolhidos pelo CPR

LISBOA, 30 de julho de 2018 (CPR com LUSA/ EXPRESSO/ MUNDO LUSÍADA) - Três dezenas de migrantes pro­ve­nien­tes de Malta, que em junho foram resgatados pelo navio humanitário Lifeline, chegaram na tarde deste domingo a Portugal, tendo sido acolhidos pelo Conselho Português para os Refugiados (CPR), no Centro de Acolhimento da Bobadela (CAR).

O grupo é constituído por 26 homens, três mulheres e uma criança de quatro meses acompanhada pela mãe. Os migrantes são provenientes de Bangladeche (1), Costa do Marfim (3), Eritreia (3), Etiópia (3), Mali (2), Guiné Conacri (2), Serra Leoa (1), Somália (2) e Sudão (13).

A chegada deste grupo resulta do compromisso de solidariedade e de cooperação europeia assumido por Portugal em matéria de migrações. "Perante a situação de emergência dos migrantes resgatados pelo Lifeline, o Governo português manifestou de imediato ao Governo de Malta a disponibilidade para participar solidariamente no processo de acolhimento", indica uma nota do Ministério da Administração Interna (MAI).

Uma equipa de inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deslocou- se previamente a Malta para agilizar todos os procedimentos e preparar o acolhimento em Portugal daqueles cidadãos estrangeiros.

O capitão do navio humanitário Lifeline, que está a ser julgado em Malta por alegadas irregularidades, desejou “um futuro melhor” aos refugiados que ajudou a resgatar do Mediterrâneo.

O Lifeline andou à deriva durante seis dias, depois de lhe ser negada autorização de entrada nos portos de Itália e só pôde atracar em Malta após um acordo com nove países europeus, entre os quais Portugal, para recolocar os migrantes que trazia.

©Imagens: CPR

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.