CONSELHO PORTUGUÊS PARA OS REFUGIADOS
Número de chegadas à Grécia ultrapassou o meio milhão
GENEBRA, 20 de outubro de 2015 (ACNUR) - O número de chegadas por via marítima à Grécia, durante o ano corrente, ultrapassou o meio milhão com o desembarque ontem, segunda-feira, nas ilhas do Mar Egeu, de quase 8.000 pessoas.
O elevado número de chegadas põe à prova os procedimentos de receção e registo nas ilhas gregas. Os refugiados e outros migrantes querem desespera­damente continuar a sua viagem, temendo que as fronteiras dos outros países se fechem.
"É muito importante que na Grécia, como em outras partes da Europa, os procedimentos de receção e registo sejam adequados ao número de chegadas. Sem este elemento essencial, o programa de transferência acordado na Europa em setembro estará em sério perigo e poderá fracassar", afirmou Melissa Fleming, porta voz do ACNUR, num briefing em Genebra.
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Debate na Universidade do Porto
LISBOA, 21 de outubro de 2015 (CPR) - No âmbito do debate “Abrir Portas aos Refugiados – A questão das migrações para a Europa", organizado hoje pela Reitoria da Universidade do Porto, Teresa Tito de Morais, Presidente do CPR, afirmou que no processo de recolocação nos Estados-membros da UE, que está a ser “demasiadamente lento”, deve conhecer-se com antecedência a lista das pessoas a acolher para que a sua distribuição pelo país considere os perfis individuais, visando a integração local.
A Presidente do CPR enfatizou de novo que “Há na Europa uma crise de memória”, acrescentando que a Convenção de Genebra, que define normas para as leis internacionais relativas ao Direito humanitário internacional, “poderia ser aperfei­çoada”, uma vez que “não inclui solidariedade no seio dos Estados-membros nem partilha de responsabilidades”  Esta e outras notícias
Proatividade e humanidade na resposta à atual crise de refugiados
 
Cimeira UE:
o acnur
congratula
-se com o
apoio
anunciado
GENEBRA, 24 de setembro de 2015 (ACNUR) - O ACNUR acolhe com satisfação os anúncios do Conselho Europeu sobre o aumento considerável de recursos...
   
CPR,
24 anos!
LISBOA, 20 de setembro de 2015 - O Conselho Português para os Refugiados (CPR) está de parabéns - hoje é o dia do seu 24º aniversário. O CPR é hoje, incontestavelmente, uma referência na democracia portuguesa.
   
acnur
alerta
para
agudização
na Grécia
GENEBRA, 7 de setembro de 2015 (ACNUR/CPR) - Pelo menos 124.000 dos 225.000 refugiados e outros migrantes que chegaram de janeiro a julho de 2015...
 
Intensifica
-se o fluxo
de refugiados
e outros
migrantes
em direção
à Europa
GENEBRA, 25 de agosto de 2015 (ACNUR/CPR) - O ACNUR e organizações parceiras estão a prestar todo o apoio possível aos refugiados e outros migrantes ao longo da rota seguida...
   
Défice de
compromisso
europeu
LISBOA, 26 de junho de 2015 -
"(...)a situação dos refugiados é de emergência humanitária e, por isso, devem ser acelerados todos os dispositivos para que se concretize o acolhimento das pessoas que estão em risco"
   
2014: novo
recorde na
deslocação
global
por guerras,
conflitos e
perseguições
GENEBRA, 18 de junho de 2015 (ACNUR) - O relatório "Tendências Globais" mostra que a deslocação global de popu­lação atingiu um nível recorde e está a acelerar rapi­da­mente.

O que é o CPR?

O Conselho Português para os Refugiados (CPR) é uma Organização não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) sem fins lucrativos, independente e pluralista, inspirada numa cultura humanista de tolerância e respeito pela dignidade dos outros povos. O seu objectivo principal é promover uma política de asilo mais huma­na e liberal, a nível nacional e interna­cional. É o «parceiro operacional» do ACNUR para Portugal. Em 12 de Dezembro de 2000, o CPR foi distinguido com o "Prémio Direitos Huma­nos" da Assembleia da República.

O que é um «REFUGIADO»?

De acordo com a Convenção de Genebra de 1951, relativa ao Estatuto de Refugiado, um refugiado é uma pessoa que "receando com razão ser perseguida em virtude da sua raça, religião, nacionalidade, filiação em certo grupo social ou das suas opiniões políticas, se encontre fora do país de que tem a nacionalidade e não possa ou, em virtude daquele receio, não queira pedir a pro­tec­ção daquele país; ou que, se não tiver nacionalidade e estiver fora do país no qual tinha a sua residência habitual, após aqueles acontecimentos não possa ou, em virtude do dito receio, a ele não queira voltar."

O que é o «sistema de proteção internacional»?

A maioria das pessoas pode confiar nas autoridades do seu país para garantir e proteger os seus direitos humanos básicos e a sua segurança física. Mas, no caso dos refugiados, o país de origem demonstrou não ser capaz ou não querer proteger aqueles direitos. O sistema de proteção internacional, de que a Convenção de Genebra de 1951 é o pilar principal, procura assegurar que os refugiados beneficiem de proteção num país de acolhimento.

O que é o ACNUR?

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) é um organismo internacional humanitário e estritamente apolítico que tem por missão proteger e ajudar os refugiados em todo o mundo. O seu estatuto atribui-lhe duas funções principais: assegurar a “proteção interna­cional” dos refugiados e procurar “soluções permanentes e duradouras” para os seus problemas. O ACNUR foi, até à data, distinguido com dois Prémios Nobel.


CPR: UM ABRIGO PARA OS REFUGIADOS HÁ MAIS DE DUAS DÉCADAS

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.