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O que é o CPR?
O Conselho Português para os Refugiados (CPR) é uma Organização não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) sem fins lucrativos, independente e pluralista, inspirada numa cultura humanista de tolerância e respeito pela dignidade dos outros povos. O seu objectivo principal é promover uma política de asilo mais humana e liberal, a nível nacional e internacional. É o «parceiro operacional» do ACNUR para Portugal. Em 12 de Dezembro de 2000, o CPR foi distinguido com o "Prémio Direitos Humanos" da Assembleia da República.
O que é um «REFUGIADO»?
De acordo com a Convenção de Genebra de 1951, relativa ao Estatuto de Refugiado, um refugiado é uma pessoa que "receando com razão ser perseguida em virtude da sua raça, religião, nacionalidade, filiação em certo grupo social ou das suas opiniões políticas, se encontre fora do país de que tem a nacionalidade e não possa ou, em virtude daquele receio, não queira pedir a protecção daquele país; ou que, se não tiver nacionalidade e estiver fora do país no qual tinha a sua residência habitual, após aqueles acontecimentos não possa ou, em virtude do dito receio, a ele não queira voltar."
O que é o «sistema de proteção internacional»?
A maioria das pessoas pode confiar nas autoridades do seu país para garantir e proteger os seus direitos humanos básicos e a sua segurança física. Mas, no caso dos refugiados, o país de origem demonstrou não ser capaz ou não querer proteger aqueles direitos. O sistema de proteção internacional, de que a Convenção de Genebra de 1951 é o pilar principal, procura assegurar que os refugiados beneficiem de proteção num país de acolhimento.
O que é o ACNUR?
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) é um organismo internacional humanitário e estritamente apolítico que tem por missão proteger e ajudar os refugiados em todo o mundo. O seu estatuto atribui-lhe duas funções principais: assegurar a “proteção internacional” dos refugiados e procurar “soluções permanentes e duradouras” para os seus problemas. O ACNUR foi, até à data, distinguido com dois Prémios Nobel.
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CPR: UM ABRIGO PARA OS REFUGIADOS HÁ MAIS DE UM QUARTO DE SÉCULO...
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1991
Teresa Tito de Morais reúne personalidades de diversos quadrantes (ver sócios-fundadores) e, em 20 de Setembro de 1991, é constituído o Conselho Português para os Refugiados (CPR).
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1992
Adesão ao ECRE - European Council on Refugees & Exiles (Conselho Europeu para os Refugiados e Exilados, uma rede pan-europeia de 69 organizações não governamentais de apoio a refugiados. » www.ecre.org
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1993
Celebração do 1º protocolo de cooperação com o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), sendo atribuído ao CPR o papel de seu "parceiro operacional" para Portugal. » www.unhcr.org
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1993
Entrada em funcionamento do Gabinete Jurídico - pequena estrutura, com um jurista que inicia o trabalho de apoio directo aos requerentes de asilo e refugiados. Número de atendimentos efectuados: 323
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1994
Criação do Gabinete de Apoio Social apoio directo na documentação, acesso aos sistemas de saúde e educação, comunicações, aprendizagem da língua, alimentação, transportes, subsídios de emergência, etc.
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1994
Realiza-se o primeiro Congresso Internacional do CPR intitulado "Fortaleza Europeia: Exclusão ou Direito e Solidariedade?". Desde então, sempre na Fundação Gulbenkian, o mesmo evento tem-se repetido com uma frequência bienal.
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1995
Protocolo com a Ordem dos Advogados para a realização de Cursos de Direito de Asilo para advogados estagiários. Realizaram-se,neste ano, 3 cursos na Ordem dos Advogados em Lisboa e, posteriormente, sucederam-se diversas ações em vários pontos do país.
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1996
Celebração do 1º protocolo de cooperação com o governo português: Protocolo de Colaboração com o Ministério da Administração Interna.
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1997
Acreditação do CPR como entidade formadora junto do Instituto para a Qualidade na Formação (IQF) na modalidade presencial. Mais tarde, em 2006, o CPR seria também acreditado na modalidade de e-Learning.
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1997
Criação do Gabinete de Integração Sócio-Profissional dos Refugiados com o desenvolvimento dos projectos INTEGRAR e INTEGRA (Fundo Social Europeu, sub-programa Integrar).
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1997
O ensino da língua é uma responsabilidade incontornável do país de acolhimento, na promoção de medidas indispensáveis para a integração dos refugiados. Este ano marca o início das aulas de português.
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1998
Reconhecimento do papel do CPR na Lei de Asilo 15/98 - um importante passo no sentido de um exame mais individualizado, completo e imparcial de cada requerimento de asilo.
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1998
Visando a prevenção e controlo sanitários dos refugiados, requerentes de asilo e técnicos que eles lidam, foi assinado um Protocolo com o Instituto de Higiene e Medicina Tropical.
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1998
Início da cadeira “Asilo e Refugiados no Sistema Internacional” lecionada pelo CPR, integrada no Curso de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
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1999
"Operação Kosovo" - Participação do CPR na Crianças kosovares aguardam embarque para Lisboa num campo de refugiados próximo ao aeroporto de Skopje (R.Macedónia ex-RFJ) evacuação de famílias kosovares, através de uma ponte aérea entre Skopje (R.Macedónia ex-RFJ) e Lisboa.
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1999
Inauguração do do primeiro centro de acolhimento para refugiados em Portugal - o Centro de Acolhimento da Bobadela (CAB).
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2000
Seminário "Harmonização das Politicas de Asilo na União Europeia Sob a Égide da Presidência Portuguesa", Assembleia da Republica, 28 de Janeiro, organizado pelo CPR em colaboração com o ACNUR.
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2000
Criação do Gabinete de Gestão de Projectos do Fundo Europeu para os Refugiados (FER) que, pela primeira vez em Portugal, assegura um financiamento continuado dos projetos referentes a requerentes de asilo e a refugiados.
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2000
Início da colaboração com o programa Separated Children, uma iniciativa conjunta da "Aliança Internacional Save the Children" e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
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2000
Em 12 de Dezembro de 2000, o CPR foi distinguido com o "Prémio Direitos Humanos" atribuído pela Assembleia da República, "destinado a reconhecer e distinguir o alto mérito da atividade de organizações não governamentais".
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2001
Inauguração " do Centro de Formação para aulas de língua portuguesa e informática, em instalações cedidas pela Câmara Municipal de Lisboa, no Bairro do Armador, em Chelas, Lisboa.
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2001
Início da participação do CPR no projecto "Acolhimento e Integração de Requerentes de Asilo" financiado pela Iniciativa Comunitária EQUAL, integrando sete organizações europeias.
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2001
Início das comemorações anuais do Dia Mundial do Refugiado (DMR). É observado a 20 de junho de cada ano, a uma escala global, sob a coordenação do ACNUR.
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2001
10º Aniversário do CPR - Sessão Solene"Em Defesa do Direito de Asilo por uma Politica de Integração", no edifícionovo da Assembleia da República. Jantar comemorativo com inúmeras personalidades no Restaurante Montes Claros.
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2002
No âmbito da Iniciativa Comunitária EQUAL, criação do Gabinete de Informação Integrada, dirigido aos refugiados e requerentes de asilo para lhes dar a conhecer os seus direitos e deveres, tanto ao nível jurídico como ao nível social).
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2003
Assinatura do Protocolo como Centro de Apoio a Vítimas de Tortura (CAVITOP) para promover a reabilitação requerentes de asilo e refugiados que tenham sido de vítimas de tortura, violência e tratamentos crueis ou desumanos.
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2003
Início da formação dirigida a intérpretes, com o objetivo de garantir uma comunicação o mais fiel possível, respeitadora dos direitos dos requerentes de asilo.
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2003
Criação do Grupo Consultivo de Requerentes de Asilo e Refugiados no ãmbito do CPR, com o objetivo de permitir uma abordagem mais integrada dos problemas do dia-a-dia.
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2003
Criação da Bolsa de Intérpretes acessível a todas as organizações que solicitem
intérpretes (que beneficiaram de formação dada pelo CPR), abrangendo cerca de 40 línguas e idiomas diferentes.
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2004
Atribuição do estatuto de ONGD ao CPR pelo IPAD, do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). O CPR passou, assim, a beneficiar do estatuto de pessoa colectiva de utilidade pública.
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2004
Criação do RefugiActo, um grupo de teatro amador, constituído por elementos de diferentes proveniências e com diferentes antecedentes socio-culturais, emergindo no contexto do ensino-aprendizagem da língua e da cultura portuguesas
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2004
Assinatura do Protocolo de colaboração com a RTP2 para o programa “Causas Comuns” para a divulgação das atividades do CPR e a sensibilição da opinião pública sobre o asilo e os refugiados.
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2006
Inauguração do Centro de Acolhimento para Refugiados (CAR), Bobadela. Centro de Acolhimento para Refugiados (CAR), na Bobadela. © Foto: Alexandra Carvalho » Ver mapa com diversos equipamentos para partilhar com a comunidade local - creche, polidesportivo, mediateca, etc.
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2006
O CPR, aliando o seu já reconhecido mérito na formação presencial às novas tecnologias da informação e comunicação, procedeu à extensão da acreditação para e-learning.
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2007
Entrada em funcionamento do Espaço A Criança, Bobadela. Espaço A Criança, Bobadela. © Foto: Alexandra Carvalho » Ver mapa eos et accusam et justo duo dolores et ea rebum. nonumy eirmod tempor invidunt ut labore et dolore magna aliquyam erat.
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2007
Entrada em funcionamento no CAR (Centro de Acolhimento para Refugiados, Bobadela) de uma UNIVA (Unid. Inserção Vida Activa), mais tarde GIP (Gab.Inserção Profissional), em parceria com o IEFP (Inst. Emprego e Form. Profissional).
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2008
Inicío do Programa de Reinstalação de Refugiados em que Portugal se compromete a receber um mínimo de 30 refugiados/ ano provenientes de países de asilo que não têm capacidade para os acolher.
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2008
Reconhecimento do papel do CPR At na nova Lei de Asilo 27/2008 na continuação do que vinha acontecendo desde a Lei de Asilo anterior (15/98).
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2012
Inauguração do Centro de Acolhimento para Crianças Refugiadas (CACR) Centro de Acolhimento para Crianças Refugiadas (CACR), Parque da Belavista - Lisboa. © Foto: Alexandra Carvalho » Ver mapa (Parque da Belavista - Lisboa) destinado ao acolhimento de menores não acompanhados.
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2012
O CPR é distinguido com a Medalha de Mérito e Dedicação da C.M.Loures pela "relevância da sua atuação, baseada numa cultura humanista de tolerância e respeito pela dignidade do ser humano".
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