“Nós” e “Os outros”: a Cultura na crise dos refugiados

DEBATES
16 de fevereiro de 2016, das 18h30 às 20h
Évora, Lisboa, Porto, Tavira
Entrada livre

 

A crise dos refugiados está muito presente hoje na Europa, mas também nos restantes continentes. Tornou-se óbvio que a União Europeia tem dificuldades em criar consenso em relação à forma de gerir esta situação e em estruturar um plano de acção. Ao mesmo tempo, as medidas recentemente tomadas por alguns governos indicam um endurecimento das posições, que em alguns casos vem reforçar os estereótipos em relação ao “Outro” e à ameaça que ele representa para a sociedade e a cultura europeia.

Qual é o papel das instituições culturais neste contexto? A crise dos refugiados, os seus contornos, as questões que levanta para a sociedade são assuntos que dizem respeito ao sector cultural ou estão fora do seu âmbito de acção e das suas prioridades? Ao decidir envolver-se, de que forma uma instituição cultural poderá ou deverá proceder? Que cuidados deverá ter? Que objectivos?

 

ÉVORA, LIVRARIA FONTE DE LETRAS
Hortênsia Menino,
 CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central;Hugo Sovelas, Propositário Azul; Zélia Parreira, Biblioteca Pública de Évora; Teresa Crespo, Museóloga (moderadora); outros convidados a confirmar

 

LISBOA, CASA FERNANDO PESSOA
Cristina Santinho
, Investigadora CRIA/ISCTE-IUL; Isabel Galvão, Conselho Português para os Refugiados; Joana Sousa Monteiro, Museu de Lisboa; Sofia Cabrita, RefugiActo; Ana Carvalho, Museóloga (moderadora)

 

PORTO, MUSEU NACIONAL SOARES DOS REIS
Ângelo Merayo
, Conselho Português para os Refugiados; Jorge Oliveira, Espaço T- Associação para Apoio à Integração Social e Comunitária; Luís Monteiro, Mestrando em Museologia, Deputado na Assembleia da República; Maria João Vasconcelos, Museu Nacional de Soares dos Reis; Joana Macedo, Professora e coordenadora de projectos de mediação e programação cultural (moderadora)

 

TAVIRA, CASA DAS ARTES
Ana Borges
, Coreógrafa, Corpodehoje; João Ventura, Teatro Municipal de Portimão; Paula Ferreira, Biblioteca Municipal de Tavira; Tela Leão, Programadora Cultural (moderadora)

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.