Declaração do ACNUR sobre a situação na Turquia

GENEBRA/ANCARA, 9 de fevereiro de 2016 (ACNUR) - O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) exprime a sua gratidão às autoridades e ao povo da Turquia pela generosidade demonstrada no acolhimento dos refugiados sírios ao longo dos cinco anos de guerra.
O ACNUR manifesta o seu apreço pelo facto de a Turquia continuar a proporcionar o acesso no terreno a casos específicos de natureza humanitária e médica apesar da situação no norte da Síria ser cada vez mais complexa.
Face à recente deslocação de população na província de Aleppo [em direção à fronteira turca] e devido à situação de extrema vulnerabilidade das pessoas em fuga, o ACNUR encoraja as autoridades a assegurar o pleno acesso ao território turco a todos os que necessitam de proteção internacional em consonância com a política de fronteiras abertas que a Turquia tem mantido.
A Turquia já acolhe mais de 2,5 milhões de refugiados e arca com a maior responsabilidade em termos de número de refugiados nesta grande crise humanitária internacional. O ACNUR está disponível para apoiar as autoridades a gerir e dar assistência às novas vagas de refugiados e já preposicionou itens de ajuda de emergência junto à fronteira síria, mas impõe-se um maior apoio face à magnitude das necessidades. O ACNUR apela, assim, à comunidade internacional para aumentar rápida e significativamente o seu apoio à Turquia.

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.