Yusra e as Olimpíadas do Rio

GENEBRA, 13 de maio de 2016 (ACNUR) - Cerca de 1000 pessoas de diferentes nacionalidades, compreendendo famílias refugiadas e crianças não acompanhadas, foram socorridas esta semana durante operações coordenadas pela Frontex.

No quadro de cada uma destas operações, cerca de 500 pessoas foram socorridas ao largo da Sicília, a sudeste de Cap Passero. Essas pessoas viajavam a bordo de dois barcos de pesca que tinham deixado o Egito alguns dias antes.

"De acordo com a guarda costeira italiana, este grupo integrava sírios,iraquianos e outras nacionalidades", afirmou William Spinler, porta voz do ACNUR, numa conferência de imprensa em Genebra, realizada esta sexta feira,dia 13.

Além dos dois barcos de pesca que navegavam a partir do Egito, outras pequenas embarcações, provavelmente provenientes da Líbia, também foram socorridas.

O desembarque das 1000 pessoas distribuiu-se por quatro cidades portuárias do sul de Itália: Catane, Palermo, Augusta et Crotone.

O pessoal do ACNUR esteve presente para informar e dar assistência às pessoas socorridas.

Este ano, 187.920 refugiados e migrantes chegaram já à Europa por mar, compreendendo 155 765 à Grécia e 31 252 à Itália.

O ACNUR continua a defender que sejam criadas vias legais para o acesso dos refugiados à Europa através de programas de reinstalação e de admissão por razões humanitárias, do reagrupamento familiar, de patrocínios privados, vistos de estudante, vistos de trabalho, etc., para pôr fim ao tráfico de seres humanos.

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.