COP e CPR assinam protocolo de colaboração
LISBOA, 16 de fevereiro de 2016 (COP/CPR) - José Manuel Constantino, Presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), e Teresa Tito de Morais, Presidente do CPR, assinaram hoje um protocolo de colaboração entre as duas instituições para implementar o projeto "Viver o Desporto - Abraçar o Futuro" destinado a integrar o desporto no plano de acolhimento a refugiados em Portugal. Este projeto, suportado pelo Comité Olímpico Internacional no âmbito do plano especial de apoio a refugiados, visa providenciar um conjunto de iniciativas de onde se destacam: a promoção e sensibilização dos valores associados ao desporto e ao olimpismo; oferta de bens e equipamentos desportivos; formação de monitores; organização de atividades desportivas; encaminhamento e facilitação do enquadramento no âmbito do sistema desportivo federado;

há um potencial único que a linguagem universal do desporto propicia para a integração social e combate a qualquer forma de discriminação
Para a Presidente do CPR, este protocolo de colaboração "vai poder proporcionar outras atividades, nomeadamente desportivas, que podem complementar e bem a integração dos refugiados. Sentimos desde a primeira hora que muitos anseiam poder desenvolver atividades desportivas e dessa forma, poderem também descomprimir de algumas das angústias e simultaneamente sonhar através do desporto. Queremos que Portugal possibilite uma vida melhor aqueles que acolhemos e sem dúvida que esta parceria é importante".
Já José Manuel Constantino, Presidente do COP, referiu que "estamos aqui a cumprir uma obrigação social. O COI instruiu os Comités Olímpicos Nacionais para que desenvolvessem estratégias para melhorar a integração de refugiados nos respetivos países. Estamos aqui com sentido de responsabilidade para juntamente com o CPR promover iniciativas que garantam a prática de desporto e permita aos que já têm experiência desportiva, a integração no sistema desportivo, e através destes esforços ajudar a sua integração e qualidade de vida em Portugal. O desporto é a linguagem mais simples para falar com os refugiados, porque tem para si um significado e porque é fácil de praticar".
Rosa Mota, campeã olímpica e Vice-Presidente do COP, com um largo passado de ligação ao humanitarismo, também participou na cerimónia.

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.