Portugal oferece-se para acolher 10.000 refugiados
LISBOA, 19 de fevereiro de 2016 - O Primeiro-Ministro português disponibilizou-se para receber mais cerca de 5.800 refugiados, para além da quota atribuída a Portugal no âmbito do Programa de Recolocação de Refugiados dentro da UE (4.295 pessoas) e e ao abrigo do Programa de Reinstalação de Refugiados que se encontram em países terceiros (191 pessoas). Estes números são válidos para um período de dois anos. Ver Expresso e Diário de Notícias.

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Isabel Tavares  Isabel Tavares É verdade que Portugal precisa de ser repovoado, mas onde é que vão arranjar trabalho para tanta gente? Vão todos viver do RSI?
 

Primeiro que tudo, 1) estamos a referir-nos a refugiados (pessoas que buscam proteção pq o seu país de origem não pode ou não a quer dar) e não a migrantes económicos;

Depois, 2) apesar da elevada taxa de desemprego em Portugal, há zonas do país que estão completamente desertificadas, havendo muito trabalho agrícola e silvícola que os portugueses não querem executar (ver por exº, Bragança quer combater desertificação:http://goo.gl/3DaOPI); Tem havido imigração do Nepal, Índia, Paquistão, Tailândia, Vietname, etc. (infelizmente não há estatísticas disponíveis,até pq grande parte das entradas são clandestinas - ver http://goo.gl/lrAuzj);

3) Os saldos populacionais de Portugal, tanto fisiológicos como migratórios, têm sido muito negativos (http://goo.gl/DGyCDa);

4) No total do número de refugiados a acolher (10.000 em 2 anos), cerca de 2.800 seriam estudantes universitários e ensino politécnico, não competindo, pelo menos imediata e diretamente, com os desempregados.

Finalmente, 5) no Programa de Recolocação de Refugiados dentro da UE estão previstas verbas comunitárias para o acolhimento e integração.
 
Commented on by Fernando Pereira 
 

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.