Emoção e solidariedade no Dia Mundial do Refugiado

LISBOA, 20 de junho de 2018 (CPR) - O CPR e o ACNUR assinalaram o Dia Mundial do Refugiado (DMR) num cenário de aumento do número de pessoas forçadas a fugir e uma crescente onda de intolerância e xenofobia em muitas partes do mundo. Não obstante, este dia representou uma oportunidade única para mobilizar o público e desafiar todos os membros da sociedade a manifestar o seu apoio aos refugiados.

Emprego, educação, saúde, foram alguns temas destacados pelos refugiados no Fórum Refúgio, uma reflexão alargada organizada pelas associações ARP (Associação de Refugiados em Portugal) e UREP (União de Refugiados em Portugal), que este ano se associaram às comemorações do CPR do DMR.

Antecedendo o Sarau Cultural do Dia Mundial do Refugiado, o CPR organizou um Lanche “Sabores do Mundo”, entre as 19h00 e as 20h00, no Pátio do Centro de Acolhimento para Refugiados (CAR), Bobadela. Esta iniciativa, para além de celebrar este dia, pretendeu dar a conhecer aos participantes gastronomia típica de países como a Somália e a Libéria. O lanche foi animado com música brasileira e portuguesa, designadamente com o Grupo de Cavaquinhos de São João da Talha.

O dia culminou com o Sarau Cultural que decorreu no auditório Ângelo Vidal D’Almeida Ribeiro. Teresa Tito de Morais, Presidente da Direção do CPR, saudou os presentes e destacou a importância da solidariedade com os refugiados. O Presidente da UREP lembrou que o DMR “deveria ser celebrado todos os dias”, apelando ao apoio aos refugiados. O Sarau contou também com intervenções do Presidente da CM de Loures, Bernardino Soares, que o seu município como um lugar que sabe acolher, e do Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que enalteceu o esforço de Portugal para receber bem os refugiados - “Portugal é um país que sabe acolher”, afirmou.

Dino D’Santiago deu o pontapé de saída para o momento cultural da noite que homenageou as mais de 68,5 milhões de pessoas forçadas a abandonar as suas casas. Este concerto contou ainda com a presença dos artistas Adam Labbar, Hera e Flor-de-Lis.

Destaca-se, por último, a participação do RefugiActo que apresentou em estreia absoluta o seu novo projeto “Prometido?”.

©Imagens: Cláudia Rodrigues e J.Antônio Oliveira

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.