Refugiados sírios no Líbano

BEIRUTE, 30 de novembro (ACNUR) - Mohamed, o patriarca de uma família síria explica que a sua vida se resume a um pedaço de papel com marcas de muito uso. Cuidadosamente dobrado e guardado debaixo do colchão, detalha uma lista crescente de dívidas.
Os quatro anos de refugiado no Líbano esgotaram todos os seus recursos e fizeram-no depender de um bom número de vizinhos, parentes e amigos. "Acordo a pensar nisto , deito-me a pensar nisto", explica o pai de 4 crianças, olhando fixamente para o chão. "O que posso eu fazer, nós perdemos tudo e agora somos também forçados a abandonar a nossa dignidade".
A história de Mohamed está longe de ser a única. Mais de 90%, de um milhão de refugiados sírios no Líbano, foram apanhados num ciclo vicioso de dívidas, de acordo com as conclusões de uma avaliação recente sobre a vulnerabilidade dos refugiados sírios nesse país, feita pelo ACNUR, UNICEF e PMA.
Neste vídeo, Fouad conta-nos como vive:
Refugiados no Líbano

Apesar de ser o país do mundo com mais refugiados por milhar de habitantes, o Líbano continua de fronteiras abertas para os sírios em fuga. Os campos de refugiados acolhem apenas uma pequena parte. A maioria dos refugiados vive por sua conta. Legalmente, não podem trabalhar e o subsídio que recebem é demasiado curto... (Para visualizar as legendas em português, clique em CC, no canto inferior direito do vídeo)

Posted by Conselho Português para os Refugiados on Monday, 30 November 2015
(para visualizar as legendas em português, clique em CC,
no canto inferior direito do vídeo)

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.