Festa de Fim de Ano - 2017
BOBADELA, 17 de dezembro de 2017 (CPR) - Como habitualmente, realizou-se a festa de fim de ano do CPR no Centro de Acolhimento para Refugiados da Bobadela (CAR/CPR). Refugiados e requerentes de proteção, volun­tários, amigos e trabalhadores do CPR confra­ternizaram num convívio que se prolongou por toda a tarde de domingo.
As seguintes indivi­dualidades hon­ra­ram o CPR com a sua presença: Director Nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Dr. Carlos Moreira; Gabinete do Senhor Ministro da Administração Interna, Dr. Miguel Barros; Secretário Político em representação do Presidente da Câmara Municipal de Loures, Dr. Rui Francisco.
Teresa Tito de Morais, Presidente da Direção do CPR, abriu a festa com uma mensagem de boas vindas, sendo projetado um pequeno vídeo das atividades de 2017.
Este ano o espetáculo começou com música clássica, com a participação de Raquel Reis, violoncelista, e mais três amigos músicos da Orquestra Gulbenkian.
A poesia de Sophia Mello Breyner Andresen também esteve presente, dita em português e em tigrínia.
Foi com muita e variada música tocada, cantada, dançada e apresentada por pessoas de diferentes países (Afeganistão, Angola, Arménia, Brasil, Costa do Marfim, Congo, Eritreia, Guiné-Conacri, Irão, Mali, Portugal, Rússia, Serra-Leoa, Zimbabué) que continuou a festa, com o auditório repleto de adultos e crianças de muitas origens.
Quase a terminar, o coro do CPR para a Festa de Fim de Ano -“Os Desafinados” - cantou “Para ti Maria”, seguindo-se a tão esperada entrega das prendinhas para os mais pequenos.
A animação continuou na sala de convívio com um lanche ajantarado e momentos de encontro, reencontro e confraternização.

 

 

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.