Festa Anual do CPR

LISBOA, 3 de fevereiro de 2019 (CPR) – Todos os anos, no final de cado ano, o CPR organiza uma festa-convívio. Desta vez, por razões operacionais, a de 2018 foi adiada para o passado dia 1 de fevereiro.

Refugiados e requerentes de proteção, voluntários, amigos e colaboradores do CPR confraternizaram na passada sexta-feira na Biblioteca de Marvila, em Lisboa.

A Presidente do CPR, Teresa Tito de Morais, deu as boas-vindas, felicitou o vídeo de abertura com as atividades desenvolvidas ao longo de 2018 e agradeceu a participação de todos.

O espetáculo teve início com música tradicional iraniana e foi prosseguindo com música variada, cantada e dançada por pessoas de diferentes países (Guiné-Conacri, Gâmbia, Serra-Leoa, Ucrânia e República Democrática do Congo). Esteve também presente a prosa, com o texto “Eu gosto de Portugal” lido em português e em árabe, bem como a poesia, com poemas de Léopold Sédar Senghor e de Sophia Mello Breyner Andresen.

O RefugiActo, não podendo atuar, saudou o auditório com um pequeno vídeo.

Para terminar, a música portuguesa também alegrou a festa, com “Meu amor de longe”, cantada pelo coro do CPR - “Os Desafinados”.

Seguiu-se o lanche com os aromas, cores e sabores de diferentes partes do mundo: Irão, Síria, Somália, Sri Lanca e Portugal.

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.