Grandi: "Ninguém fica para trás" porque muito poucos grupos de pessoas são tão vulneráveis quanto os refugiados

GENEBRA, 29 de janeiro de 2016 (ACNUR/CPR) - Filippo Grandi, o novo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, fala sobre as prioridades do ACNUR e porque é que esta causa merece todo o empenho pessoal.
O número de pessoas deslocadas abrangidas pelo mandato do ACNUR é agora superior a 60 milhões, a que há que somar mais 10 milhões de apátridas.
O mote central dos "Objetivos de Desenvolvimento Sustentável" da ONU é "Ninguém fica para trás". Muito poucos grupos de pessoas, no mundo, são tão vulneráveis quanto os refugiados. O ACNUR tem a obrigação de garantir que todas as pessoas usufruam de meios de proteção da sua vida e dos seus direitos, que será capaz de responder às inúmeras emergências que vão surgindo. De acordo com Grandi, até pela sua própria experiência no terreno, desde muito novo, este trabalho não deve ser burocrático ou abstrato e exige muito empenho pessoal.
Ninguém pode ficar para trás

Filippo Grandi, o novo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, fala sobre as prioridades do ACNUR e porque é que é que esta causa merece todo o empenho pessoal.

Posted by Conselho Português para os Refugiados on Saturday, 30 January 2016

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.