Filippo Grandi é o novo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados
NOVA IORQUE, 18 de novembro de 2015 (ACNUR) - A Assembleia Geral da ONU, a 18 de novembro, sob proposta do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elegeu Filippo Grandi para o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), com início de mandato em 1 de janeiro de 2016.
Filippo Grandi sucede a António Guterres, que lidera o ACNUR há dez anos, a quem o secretário-geral expressou a sua profunda gratidão pelo incansável esforço e dedicação para proteger os refugiados, as pessoas deslocadas e apátridas e por trazer para o centro da agenda das Nações Unidas as histórias de vida dos indivíduos mais vulneráveis e a sua busca por uma vida digna.
O novo Alto Comissário desempenhou, de 2010 a 2014, o cargo de comissário-geral da UNRWA, acrónimo em inglês da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente; tendo sido vice-comissário-geral da mesma organização nos cinco anos anteriores.
A trabalhar há 30 anos em cooperação internacional, Filippo Grandi tem uma vasta experiência em operações e políticas para lidar com o fenómeno dos refugiados e das crises humanitárias, nomeadamente ao nível da proteção, gestão de emergências, relações com doadores e assuntos políticos.
Filippo Grandi serviu, também, como representante especial adjunto da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) e tem uma longa carreira no ACNUR, nomeadamente como Chefe de Missão no Afeganistão e Chefe do Escritório Executivo do Alto Comissariado.
Ao serviço do ACNUR desempenhou funções no Sudão, Síria, Turquia e Iraque, e liderou operações de emergência no Quénia, Benim, Gana, Libéria, região dos Grandes Lagos da África Central, Republica Democrática do Congo e Iémen.
Nascido em 1957, Filippo Grandi é licenciado em Filosofia pela Universidade Gregoriana de Roma, e em História Moderna pela Universidade Estadual de Milão, tendo obtido também um diploma honorário da Universidade de Coventry.

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.