António Costa visita a Grécia. CPR espera que processo acelere a partir desta semana.

LISBOA, 11 de abril de 2016 (CPR/DN) - A propósito da visita à Grécia de António Costa, o Diário de Notícias ouviu Teresa Tito de Morais, Presidente do CPR - "É um desafio muito grande, mas há capacidade se todos trabalharmos de forma articulada. Isso obriga a criar no país uma resposta partilhada em todas as regiões, sobretudo nas mais desertificadas. Acredito que Portugal está à altura e acho que há uma grande sensibilidade", afirma Teresa Tito de Morais, referindo que se "a integração for suave e os resultados mostrados, irá correr bem".

É cedo para saber quantas pessoas poderão chegar nos próximos voos, mas o balanço das que já cá estão é positivo. "Temos 19 pessoas em Guimarães, onde tem havido um trabalho de integração muito importante e com duas jovens a terem promessa de contrato numa cadeia de fast food. Realço os dez casos recebido no Inatel em Oeiras, com uma perspetiva de rapidamente começarem a ter uma ocupação e dois casos de senhoras que precisavam de hemodiálise e já têm um centro perto da residência para fazer o tratamento. As crianças já estão registadas nas escolas", conta a presidente do CPR.

"Em Sintra, a experiência também está a correr muito bem, com uma família em que o casal o que mais queria fazer era taekwondo (arte marcial). Sobretudo o homem, que já fazia. Temos um protocolo com o Comité Olímpico Português, que além de facilitar a prática do desporto, comprou-lhes equipamento. Uma das ideias do Comité Olímpico Internacional é dar aos refugiados, que se consigam qualificar, de ir aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em representação de uma equipa de refugiados. Não sabemos se conseguirão ter os tempos ou a experiência", diz Teresa Tito de Morais. O Comité Internacional já selecionou pelo menos 43 potenciais candidatos. Refugiados acolhidos em vários países.

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DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.