©Foto: UNHCR/ACNUR

INFORMAÇÃO E DIVULGAÇÃO PÚBLICA

Celebrar e reconhecer a contribuição dos refugiados é um passo importante para romper com os estereótipos negativos e assim construir uma sociedade mais humanista e solidária. Justamente, o setor da informação e divulgação pública do CPR promove, ao longo do ano, um conjunto de iniciativas de informação e formação com o objetivo criar uma sociedade mais consciente e informada para a situação dos refugiados e aumentar a visibilidade do trabalho do CPR em prol desta população.

No âmbito desta sensibilização, o CPR atua junto da sociedade de acolhimento organizando conferências internacionais, como os Congressos Internacionais na Fundação Calouste Gulbenkian, seminários, ações de formação nas escolas e universidades (presencial e a distância), eventos culturais como o Dia Mundial do Refugiado, entre outros, mantendo, ainda, uma presença ativa nos meios de comunicação social.

O Sector da Informação e Divulgação Pública é, também, responsável pela publicação e disseminação de materiais informativos sobre asilo e refugiados. Paralelamente a este trabalho, o CPR impulsiona iniciativas de advocacia com o objetivo de influenciar políticas públicas e sensibilizar os decisores políticos nacionais para as dificuldades dos requerentes de asilo e refugiados.

Congressos Internacionais

Desde 1994 que o Conselho Português para os Refugiados realiza, a cada dois anos, e em colaboração com o ACNUR, congressos internacionais com o objectivo de alertar e sensibilizar a sociedade portuguesa para a dramática situação em que vivem milhões de refugiados, em todo o mundo.

Ao longo destes 18 anos, os congressos do CPR cumpriram o desígnio de criar, em Portugal, um espaço único de debate e reflexão sobre questões ligadas à protecção dos refugiados, contribuindo para a partilha de conhecimento e intercâmbio de experiências sobre esta temática. Os congressos procuraram sempre acompanhar temas da actualidade no domínio do asilo e refugiados, reunindo peritos nacionais e internacionais, e colocando esta problemática na agenda pública e política nacional.

Formação Presencial e a Distância: Capacitar, Formar e Sensibilizar
A defesa e proteção dos Direitos Humanos, e em particular do Direito de Asilo, não podem ser responsabilidade exclusiva dos Estados, governos, instituições, devem pertencer a todos nós e, nesse sentido, a formação e a educação em Direitos Humanos são essenciais. Nos últimos anos, o CPR tem apostado fortemente na formação, tanto presencial como a distância, concebida para capacitar os técnicos que trabalham com requerentes de asilo e refugiados, para formar estudantes universitários e jornalistas em Asilo e Proteção Internacional, mas também destinadas a sensibilizar os estudantes do 1º, 2º, 3º ciclo e secundário para a temática dos Refugiados e Direitos Humanos.
Ações de sensibilização nas escolas
O CPR promove ações de sensibilização sobre Asilo e Refugiados junto dos mais jovens, deslocando-se às escolas e outras instituições, ou recebendo os alunos ou grupos nos seus Centros de Acolhimento para Refugiados (Bobadela e Lisboa).
Cursos e-learning sobre Sensibilização sobre Asilo e Refugiados
O curso de formação "Sensibilização sobre Asilo e Refugiados", é desenvolvido na modalidade a distância, via e-learning. Trata-se de um curso inovador que já foi devidamente testado e consolidado, tendo completado em 2012 a sua 13ª edição (3 ações em 2007, 5 ações em 2009, 3 ações em 2010 e 2 ações em 2012).
O curso apresenta como principais vantagens a sua flexibilidade (liberdade de horário, inexistência de limitações geográficas e possibilidade de aprofundar interesses específicos) e o programa que, condensado em 30 horas dá uma panorâmica geral sobre os temas do asilo e refugiados, contextualizados pela proteção internacional e Direitos Humanos.
Seminário de Direito de Asilo e Refugiados, na Universidade Católica do Porto
Anualmente, o CPR ministra o seminário de Direito de Asilo e Refugiados na Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto. Este curso tem cerca de 35 horas e tem como destinatários alunos do Mestrado de Direito desta faculdade, durante o semestre de inverno.
Dia Mundial do Refugiado
Durante anos, muitos países e regiões tiveram os seus próprios Dias e Semanas dos Refugiados. Um dos mais conhecidos era o Africa Refugee Day, celebrado em diversos países.
Porém, a 4 de Dezembro de 2000, a Assembleia Geral das Nações Unidas, adotou a resolução 55/76 onde decidiu que, tendo presente que 2001 assinalava o 50.º aniversário da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados, a partir desse ano, a 20 de Junho, iria celebrar-se o Dia Mundial do Refugiado.
Este dia é, fundamentalmente, dedicado a sensi­bilizar a opinião pública para a dramática situação em que vivem milhões de refugiados, requerentes de asilo, apátridas e deslocados, em Portugal e no Mundo. Os refugiados não são apenas estatísticas, são pessoas com necessidades concretas e as atividades desenvolvidas neste dia são uma oportunidade de conhecer melhor os refugiados e as suas dificuldades, mas sobretudo as suas histórias: narrativas de coragem e de determinação.
Publicações
Desde a sua fundação, o CPR tem mantido alguma actividade editorial Consulte aqui uma lista das principais publicações.
Estatísticas
Consulte aqui os dados estatísticos sobre os pedidos de asilo a Portugal.
Coordenadora Dep. Informação Pública:
Mónica Frechaut
Tel: (+351) 21 831 43 72
Fax: (+351) 21 837 50 72
e-Mail: monica.frechaut@cpr.pt

 


Congressos Internacionais
Formação presencial e a distância
Dia Mundial do Refugiado
Publicações
Estatísticas

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.