Ida ao Festival O Sol da Caparica

BOBADELA, 16 de agosto de 2018 – Realizou-se hoje mais uma atividade sociocultural no âmbito do ensino-aprendizagem da língua portuguesa, desta vez fômos ao “Festival O Sol da Caparica”. O autocarro partiu da Bobadela pouco depois das 15 horas, passando a seguir pela Bela Vista onde entraram alguns dos jovens residentes na Casa de Acolhimento para Crianças Refugiados (CACR). Durante o percurso, foram fornecidas informações e o número de contacto dos professores. Chegados à Costa da Caparica, foi indicado o local donde partiríamos à uma da manhã e a porta de entrada onde nos reencontraríamos às 17:30, após visita à praia.

No regresso da praia, fomos distribuindo os bilhetes para entrada no recinto do festival. Passando pela revista dos agentes da GNR, que garantiam a segurança do evento, os participantes espalharam-se livremente pelo espaço, usufruindo dos concertos, da dança, skate, etc.

Pela uma hora da manhã, todos se encontravam no local combinado entrando no autocarro para a viagem de regresso aos centros de acolhimento.

Tendo em conta que a grande maioria dos participantes pertencia às turmas J e L, que terminara a formação no dia 14 de agosto, marcou-se a avaliação oral e escrita da atividade para dia 20. Assim, conjuntamente, num exercício de comunicação individual e em grupo, com a ajuda das imagens, recordámos o convívio nesse dia, a ida à praia e os espetáculos a que assistiram. E deste modo, usando estruturas linguísticas recentemente aprendidas, tentaram exprimir vivências e emoções.

Também na CACR, a avaliação foi feita nesse mesmo dia, em grupo, numa partilha de gostos e sugestões para atividades futuras.

De ambas as avaliações, transparece uma grande satisfação e reconhecimento pela oportunidade que lhes foi proporcionada pela Câmara de Almada e pelo CPR, realçando ainda o desejo generalizado de conhecerem o país que os acolheu.

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.