Passeio a Cascais

CASCAIS, 28 de junho (CPR) - No âmbito da aprendizagem da língua, os professores de português realizaram hoje um passeio a Cascais com 45 alunos. Esta atividade foi possível graças à cedência de um autocarro pela CM Cascais.

Recebidos pelos técnicos da Câmara Municipal de Cascais e da Estoril Conferences,, o grupo dividiu-se em dois para visitar a Casa das Histórias Paula Rego e o Centro Cultural de Cascais. Entretanto, o departamento de comunicação e informação da câmara mostrou interesse em divulgar esta atividade no site municipal, ao que acedemos, garantidas a privacidade e segurança dos participantes. Nós prestámos declarações ao jornalista, informámos os alunos e preparámos a captação de imagens em que os refugiados estavam de costas a observar os quadros de Paulo Rego.

Terminadas as visitas da manhã, dirigimo-nos ao Jardim Marechal Carmona, espalhando-se o grupo pelo parque. Após o piquenique, reencontrámo-nos junto ao lago e eis que, de forma espontânea, se dançava ao som de diferentes ritmos, numa alegria contagiante.

Seguimos, acompanhados pela Sofia Soares da CM Cascais, para o Museu Conde de Castro Guimarães, a Casa de Santa Maria e o Farol de Santa Marta.

Após as visitas, tirámos uma fotografia no jardim do museu com os técnicos que nos acompanharam.

De volta ao autocarro, prosseguimos em direção ao Guincho, numa tarde mais quente, brilhando o sol que durante a manhã se mostrara tímido.

Permanecemos cerca de uma hora e um quarto na praia e iniciámos a viagem de regresso a Lisboa pela marginal.

Após Sete Rios, sendo hora de ponta, o percurso para a Bobadela foi bastante demorado, tendo chegado ao CAR pelas 19:45.

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Nas aulas seguintes falámos dos aspetos positivos e negativos desta atividade, recordando e descrevendo os diferentes momentos ao longo do dia e as emoções sentidas.

Nesse processo, os alunos foram adquirindo e aperfeiçoando vocabulário e empregando diferentes estruturas linguísticas, consoante o nível comunicativo da turma.

Ainda que tenham sentido dificuldade em perceber algumas explicações e sugiram tradução para a sua língua, também logo compreendem que a diversidade linguística não se coaduna com essa proposta. Na verdade, essa dificuldade propicia a interação e a entreajuda, um dos objetivos desta atividade.

A alegria e o agradecimento manifestados no próprio dia e no decorrer da avaliação oral e escrita, permitem-nos concluir que este passeio foi muito aprazível porque proporcionou um dia de lazer, pleno de emoções agradáveis, contribuindo para o bem-estar dos participantes. para a aprendizagem da língua e para a sua integração na sociedade portuguesa.

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.