PLE - Notícias
 
Passeio em Lisboa
LISBOA, 13 de outubro de 2015 (CPR) - Com os 51 lugares do autocarro totalmente ocupados, seguimos até Santa Apolónia, onde descemos para um percurso a pé passando pelo Panteão Nacional, a Feira da Ladra, a Igreja de S. Vicente de Fora, o Miradouro da Graça, o Miradouro das Portas do Sol, descendo pelas ruas de Alfama até ao Museu do Fado, onde nos aguardava o autocarro que nos levou até ao Martim Moniz.
Após uma pausa para almoçar e descansar, iniciámos novo percurso a pé passando pelo Rossio, Rua Augusta, o Terreiro do Paço, Ribeira das Naus, entrando n o autocarro no Cais do Sodré. Dali seguimos para Belém. Parámos junto à Torre de Belém. Visitámos o Padrão dos Descobrimentos, a igreja do Mosteiro dos Jerónimos e terminámos no jardim onde foi distribuído um pastel de nata a cada participante.
No regresso passámos pela Baixa, Avenida da Liberdade e Marquês de Pombal, onde saíram alguns alunos. Continuámos assinalando locais de referência na cidade até à estação do Oriente e chegámos ao Centro de Acolhimento às 19H15. Com os 51 lugares do autocarro totalmente ocupados, seguimos até Santa Apolónia, onde descemos para um percurso a pé passando pelo Panteão
A viagem a Lisboa foi muito boa e educativa. Eu diverti-me muito e aprendi muitas coisas sobre Portugal e a sua história (...) Pastéis de Belém ‘taste like heaven’.
Nacional, a Feira da Ladra, a Igreja de S. Vicente de Fora, o Miradouro da Graça, o Miradouro das Portas do Sol, descendo pelas ruas de Alfama até ao Museu do Fado, onde nos aguardava o autocarro que nos levou até ao Martim Moniz.
Após uma pausa para almoçar e descansar, iniciámos novo percurso a pé passando pelo Rossio, Rua Augusta, o Terreiro do Paço, Ribeira das Naus, entrando n o autocarro no Cais do Sodré. Dali seguimos para Belém. Parámos junto à Torre de Belém. Visitámos o Padrão dos Descobrimentos, a igreja do Mosteiro dos Jerónimos e terminámos no jardim onde foi distribuído um pastel de nata a cada participante.
No regresso passámos pela Baixa, Avenida da Liberdade e Marquês de Pombal, onde saíram alguns alunos. Continuámos assinalando locais de referência na cidade até à estação do Oriente e chegámos ao Centro de Acolhimento às 19H15.
Um dia de lazer, dando a conhecer Lisboa e o seu património histórico, sociocultural e paisagístico, também de aprendizagem da língua portuguesa que decorre da preparação da atividade na aula, das vivências ao longo desse dia e da avaliação posterior. Um dia de relacionamento interpessoal e intercultural dos alunos fora do Centro e dos locais habituais de convivência. Um dia diferente, pleno de emoções agradáveis, contrariando a tendência de isolamento e inatividade, contribuindo significativamente para o bem-estar dos refugiados. Um exercício excelente de interculturalidade e inclusão.
* * *
Esta atividade realizou-se graças aos contactos bem sucedidos com Equipa de Interculturalidade do Departamento de Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, viabilizando a cedência de um autocarro para esta atividade. De assinalar também a entrada gratuita no Padrão dos Descobrimentos e a oferta de um pastel de nata a cada participante pela Fábrica de Pastéis de Belém.

 

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Leitura furiosa 2015
LISBOA, 24 de maio de 2015 (CPR) - Nos dias 22, 23 e 24 de Maio realizou-se mais uma iniciativa "Leitura Furiosa". No dia 22, o escritor José Mário Silva esteve no Centro de Acolhimento para Refugiados (CAR), na Bobadela, com 7 refugiados de diferentes origens (Costa do Marfim, Etiópia, Guiné Conacri, Paquistão e Ucrânia). No dia 24 de Maio, domingo, realizou-se uma sessão pública na Casa da Achada onde foram apresentados, lidos e cantados os textos desta edição da "Leitura Furiosa".
A Leitura Furiosa é um acontecimento anual que dura três dias. Um momento privilegiado de encontro dos zangados com a leitura, a escrita e o mundo com os escritores. O momento único que permite a um não-leitor aproximar-se, com um escritor, da magia da escrita. Cada um faz ouvir a sua voz e segue um outro caminho.
Quem imaginou, há 20 anos, a Leitura Furiosa foi a associação Cardan, duma cidade do norte da França, Amiens, que trabalha para tornar o saber acessível àqueles que dele são excluídos, para quem o saber e a cultura devem nascer de uma ligação com o conjunto da sociedade, para quem a cultura pode e deve ser analisada por aqueles que não a praticam. Por aí passa a integração, a inserção.
Em 2000, a Leitura Furiosa chegou a Lisboa. Até 2004 foi a "Abril em Maio", uma associação cultural, que a organizou. Em 2008 começou a acontecer no Porto, em Serralves. Em 2009, a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio repegou na ideia, em Lisboa. Em 2010 continua, com mais grupos, mais escritores, mais desenhadores, mais actores e cantores.
A Leitura Furiosa destina-se aos que, sabendo ler, estão zangados com a leitura – crianças e adultos, homens e mulheres, empregados e desempregados, nacionais e estrangeiros.
Vários pequenos grupos de gente zangada com a leitura convivem durante um dia com um escritor, como entenderem fazê-lo. À noite, o escritor escreve um pequeno texto que oferecerá ao grupo quando, no dia seguinte, voltar a encontrar-se com ele. Passarão todos por uma livraria, por uma biblioteca. Os textos são ilustrados, paginados e os que vêm de França e Kinshasa traduzidos. No Domingo, terceiro dia do encontro, são tornados públicos numa sessão de leitura feita por actores e não-actores, alguns deles musicados e cantados, e publicados numa brochura. Posteriormente são editados em livro.

 

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Gala de Solidariedade Orquestras Geração
LISBOA, 27 de maio de 2015 (CPR) - No passado dia 19, um grupo de 45 pessoas (alunos PLE, direção e staff do CPR) assistiu à gala solidária das orquestras "Geração", realizada no Teatro S. Luís. Às orquestras juntaram-se artistas convidados, nomea­da­mente Camané, Rodrigo Leão, Adriano Jordão, Mário Laginha e Carlos Martins. No dia seguinte, foi feita uma avaliação oral e escrita nas aulas de português sobre o evento, a qual revelou satisfação unânime pelo serão cultural que lhes foi proporcionado. Os alunos gostaram de estar no Teatro S. Luís, por ser um edifício antigo e muito bonito, de todo o espetáculo mas, muito especialmente, da parte final, pela surpresa e alegria contagiante.
As orquestras "Geração" surgiram em Portugal acerca de há oito anos, com base num modelo existente na Venezuela, pretendendo apoiar e integrar crianças e jovens, oriundos de bairros problemáticos. Tiveram a sua origem no "projeto Geração" do bairro da Boba na Amadora. Foram inicialmente financiadas pelo programa EQUAL, pela Câmara Municipal da Amadora e pela Fundação Gulbenkian, cabendo ao Conservatório Nacional a responsabilidade pedagógica e administrativa.
Posteriormente, findo o financiamento pelo programa EQUAL, o projeto obteve apoios de fontes diversas: estatais (Ministério da Educação e Min.Administração Interna), municipais (Amadora, Loures, Oeiras, Sesimbra, Sintra, Vila Franca de Xira e Lisboa) e privadas (Fundação EDP, Fundação PT, bancos Barclays e BNParisParibas, TAP, etc.).
As orquestras "Geração" são constituídas atualmente por 900 elementos, provenientes de diversas escolas do país.

 

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Visita à Assembleia da República
LISBOA, 28 de abril de 2015 - Para dar a conhecer o Palácio de S. Bento, falar sobre os órgãos de soberania nacional, suas competências e relações com o Parlamento e, ao mesmo tempo, estimular a aprendizagem da língua portuguesa e facilitar a integração dos requerentes e beneficiários de proteção, reforçando o elo de ligação com a nossa sociedade, realizou-se uma visita à Assembleia da República.
Esta atividade foi planeada no âmbito da celebração do 41º aniversário do 25 de abril. No dia anterior foram dadas algumas informações relevantes sobre a história do edifício, sobre as eleições legislativas, os partidos com assento na Assembleia da República, o número de deputados, e ainda algumas informações úteis sobre a deslocação e os transportes.
Os visitantes, cerca de 50, acompanhados pela professora de português e duas estagiárias, foram recebidos pela técnica do Departamento de Relações Públicas, Maria José, que iniciou a visita no Claustro, prosseguindo depois pela Sala dos Passos Perdidos, Sala das Sessões, Salão Nobre e Átrio Principal, ao mesmo tempo que explicava a história do palácio e o modo de funcionamento da Assembleia da República.
Das avaliações, feitas posteriormente na sala de aula, transpareceu o reconhecimento e a satisfação dos alunos por terem visitado a Assembleia da República. Alguém levantou a questão de não terem falado com os deputados, havendo assim a necessidade de explicar melhor o enquadramento da visita e, mais uma vez, sublinhar que o poderão sempre fazer, bastando apresentar o seu documento de identificação.
Esta visita é sempre muito interessante para os refugiados e requerentes de asilo, porque propicia o debate e a troca de ideias. Além disso, os cravos que decoravam a Sala das Sessões foram a ponte para se falar do 25 de abril e do que representou em Portugal, bem como de valores fundamentais como a liberdade, a paz e a democracia.

 

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Visita ao Museu da Farmácia
LISBOA, 9 de abril de 2015 - O ponto de encontro foi a estação de metro no Largo do Chiado. Antes de entrarmos no museu, visitámos o Miradouro de Santa Catarina, desfrutando a bela vista sobre o Tejo e a margem sul.
Quando chegámos, pelas 15 horas, fomos recebidos pelo Diretor do Museu e foi ele que nos acompanhou numa visita muito enriquecedora e interessante, procurando envolver e captar a atenção de todos.
No final, houve ainda uma oferta de dois livrinhos sobre saúde e alimentação à única criança do grupo.
Foi, sem dúvida, um privilégio ter uma visita acompanhada pelo diretor do museu, não só pelo seu profundo conhecimento sobre a história da farmácia e da saúde, mas também por imprimir uma relação dinâmica e dialogal com os visitantes. De realçar a forte interação neste grupo de 20 pessoas, com traduções simultâneas em várias línguas, num desejo claro de ajudar e de que todos entendessem as explicações.
Depois da visita, regressámos ao Chiado e foi então que foram facultadas algumas informações sobre a zona, referindo vários nomes de vulto da literatura portuguesa. Continuámos até ao Largo do Carmo. Aí, falámos sobre os edifícios e a sua relação com momentos históricos da cidade, nomeadamente do terramoto de 1755 e da Revolução de 25 de Abril. Para além da visita ao Museu da Farmácia, o percurso pela zona propiciou diversas abordagens que irão facilitar a compreensão e apropriação de outros conteúdos sociolinguísticos.

 

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Dia Mundial do Teatro
LISBOA, 27 de março de 2015 - Hoje é o Dia Mundial do Teatro. Por isso, no âmbito das aulas de português e das sessões de expressão dramática,organizámos uma atividade fora do CAR. De manhã fomos para a Quinta das Conchas e à tarde visitamos o Museu do Teatro e da Dança onde assistiremos à peça "O Príncipe Feliz", de Oscar Wilde, pela Companhia Magia e Fantasia.
Pelas 11h30, o grupo foi-se juntando na Quinta das Conchas. Começámos com um jogo de apresentação de todos os participantes, seguido de um outro mais dinâmico com vocabulário ligado ao teatro. Após uma pausa, passeámos pelo parque conversando e observando as árvores, os arbustos e os pássaros.
O piquenique foi também um momento para relaxar, apanhar sol e até cumprir preceitos religiosos. Depois, formou-se uma roda e, num exercício coletivo, falou-se do conto "O Príncipe Feliz", do gosto e da relação de cada um com o teatro.
Pelas 14h15, iniciámos o percurso a pé até ao Museu do Teatro e da Dança. Entrámos no auditório e assistimos à peça "O Príncipe Feliz", e ainda ao "teatro dentro do teatro", desencadeado pela perturbação de uma senhora, que barafustava ruidosamente, provocando a indignação e a interrupção momentânea do espetáculo ordenada por uma espetadora. Depois, no jardim, falámos com a atriz que protagonizou a "andorinha" e que, pela ótima representação e pelo facto de estar grávida de seis meses e meio, despertou grande curiosidade e simpatia.
E foi também no exterior que iniciámos a visita ao Museu, acompanhados pela técnica Ana Leitão, que facultou muitas informações e curiosidades sobre a história do teatro em Portugal.
A avaliação foi efetuada oralmente e por escrito, no próprio dia, nas aulas de português e também na sessão de expressão dramática, partilhando as vivências com a professora Sofia Cabrita.
Dessas avaliações, transparece uma grande alegria pelo que lhes foi proporcionado, por ser um dia diferente, pleno de curiosidades.
O facto de não ser um grupo muito grande, facilitou a interação entre todos os participantes. Comunicou-se muito e em português. A presença de três elementos do RefugiActo foi muito positiva e inspiradora, quer pelo domínio da língua portuguesa e russa, quer pela sua longa relação com a sociedade de acolhimento e a prática teatral.

 

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Ida ao teatro “O Principezinho”
LISBOA, 3 de março de 2015 - Um grupo de 57 refugiados e requerentes de proteção, foram hoje ao teatro para assistir ao musical "O Principezinho", de Antoine Saint-Exupéry, encenado por Filipe La Féria.
Para uma grande parte dos participantes, foi a primeira vez que assistiram a uma peça de teatro - uma experiência contagiante proporcionada pela exuberância de La Féria - refletida em alguns comentários recolhidos nas aulas de português:
"Gostei muito de ver as crianças, também de conversar com elas e conhecer o nome de algumas crianças. Eu gostei dos actores da peça, a cena estava muito bonita com as lâmpadas de multicores. O Principezinho estava bem representado no teatro. Muito bonito."
"É a primeira vez que eu vejo um teatro musical, e gostei da história, da música, dos actores, das luzes e dos efeitos visuais. A história mistura o antigo e o moderno."
"A peça de teatro tem um ambiente giro e todas as pessoas são magníficas."
"Descobri muitas coisas novas."
"O Príncipe gosta muito de viajar e de conhecer muitas pessoas de diferentes galáxias. Tem confiança em todo o mundo e partilha a sua felicidade e tristeza com todas as pessoas."

 

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Passeio à Serra da Estrela
LISBOA, 8 de fevereiro de 2015 - Às 8h30 da manhã o autocarro de 55 lugares partiu completamente cheio em direção à A1. A curiosidade perante a paisagem: a vegetação, os animais, os moinhos eólicos, o túnel da Gardunha, a aproximação da Serra coberta de neve, a passagem pelo centro da Covilhã, foram alguns dos motivos de interação, tornando o percurso mais curto e agradável até ao momento mais ansiado por todos: ver a Serra e a neve.
Num dia maravilhoso de sol, a neve resplandecia. A subida íngreme até à Torre desafiava os mais impressionáveis, mas a estrada seca e a competência do motorista foram conquistando a confiança e todos se mostravam calmos e encantados. Parámos na Torre cerca de uma hora onde o grupo se dispersou para desfrutar a neve e captar recordações.
Iniciámos, depois, a descida em direção ao Sabugueiro. Antes de chegarmos a Seia, parámos num pequeno parque de merendas para almoçar. Foi aqui que foram distribuidos os alimentos do Continente, uma surpresa que receberam com entusiasmo. A seguir, visitámos o Museu do Pão. Todos se mostravam curiosos e interessado. Alguns escreveram a palavra pão na sua língua, para que também constasse na parede do museu. Despedimo-nos da guia que nos acompanhou, após provar diferentes tipos de pão da região. De novo no autocarro, iniciámos a viagem de regresso em direção a Lisboa.
Na sala de aula, partilharam-se vivências e emoções, propiciando o diálogo de todos, participantes e não participantes.
Esta atividade realizou-se graças à Câmara Municipal de Loures e ao empenho da técnica Ana Rita Ricardo, da Área de Direitos Humanos e Combate à Discriminação, para a cedência do autocarro da Câmara para esta data e também dos alimentos para o piquenique através do patrocínio dos Supermercados Continente.

 

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DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.