Oeiras subscreve Plano de Acolhimento de Refugiados Recolocados
LISBOA, 21 de julho de 2016 (CPR/LUSA) - No âmbito do Plano de Acolhimento de Refugiados Recolocados, foi assinado esta quarta-feira um protocolo entre a C.M. de Oeiras e o Conselho Português para os Refugiados (CPR). As duas entidades assumiram o compromisso para um conjunto de ações que visam a receção, o acolhimento e a integração de refugiados no Concelho de Oeiras.
O presidente da Câmara de Oeiras, Paulo Vistas, considerou o momento "muito importante e simbólico". "É um tema que está na ordem do dia e seria muito fácil utilizá-lo com mediatismo, do que resolver de forma séria. A Câmara de Oeiras mostrou-se disponível logo desde a primeira hora para ajudar", afirmou. O autarca sublinhou que o apoio da autarquia será dado em todo o processo de integração social. "O processo é mais complexo do que só entregar casa. Vamos acompanhar as famílias no seu dia-a-dia, nos seus hábitos", sustentou.
Para a presidente do CPR, Teresa Tito de Morais, o acordo hoje celebrado é também "muito importante" e reflete "grande sensibilidade" da Câmara de Oeiras. "Tem sido um processo muito lento de ser posto em execução, porque nem todos os Estados-membros da União Europeia têm tido uma posição muito solidária, mas Portugal deve orgulhar-se, porque tem dado exemplo de abertura dentro das suas possibilidades", acrescentou.
A diretora do departamento da Ação Social da Câmara de Oeiras, Júlia Cardoso, adiantou à agência Lusa que uma família de refugiados, das cinco que irão ser acolhidas no curto prazo por Oeiras, já chegou ao concelho na semana passada, ficando a residir em Paço de Arcos numa casa arrendada pelo CPR com fundos europeus.

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.
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