O milagre da vida numa tenda de refugiados sírios na Jordânia

LISBOA, 24 de maio de 2018 (ACNUR/CPR) - Walaa embala o primeiro bebé, dormindo no seu regaço, enquanto com uma mão dá o biberão a um segundo bebé e, com a outra mão, enche uma garrafa para o terceiro. Esta agilidade surgiu-lhe naturalmente depois de dar à luz quadrigémeos, há dez meses.

 "A primeira ecografia mostrava apenas três", diz a mãe de 30 anos, refugiada de Daraa, do sul da Síria. "Na ecografia seguinte, descobriu-se que, afinal, havia mais um… fiquei ainda mais apreensiva. "

É um enorme desafio criar as quatro pequenas irmãs - Ayat, Ghena, Sarah e Sal - especialmente porque está refugiada na Jordânia, sobrevivendo com o parco salário auferido por seu marido, Ali, num posto de lavagem de automóveis.

Mesmo quando se sente esgotada pela situação, Walaa explica que as suas filhas lhe dão forças para seguir em frente. É como um milagre. É algo único, diz ela, cercada pelas suas adoráveis pequeninas, todas vestidas com o mesmo traje azul-turquesa. É maravilhoso quando eu olho para as quatro... especialmente quando dormem!

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.