De norte a sul do país, o CPR desdobra-se por inúmeras sessões de esclarecimento e sensibilização
LISBOA, 11 de novembro de 2015 (CPR) - O CPR está a receber diariamente convites de escolas, universidades, autarquias e de diversas organizações da sociedade civil para promover ou participar em sessões de esclarecimento e sensibilização sobre asilo e refugiados. Os trabalhadores do CPR desdobram-se, assim, por inúmeras reuniões, percorrendo o país de norte a sul, tentando atender a todos os convites, independentemente do tamanho e importância relativa das audiências.
A tradição secular de dar asilo a quem foge da guerra e da perseguição, independentemente das suas convicções políticas ou religiosas, está a sofrer uma pressão crescente. Os estereótipos são muitas vezes incorretos - os refugiados são pessoas como nós, exceto que, numa certa altura da sua vida, foram forçados a abandonar a sua casa, quase sempre em circunstâncias perigosas. Eles só pedem uma oportunidade, para si e para os seus entes mais próximos, de terem um lugar tranquilo, longe da intimidação, dos bombardeamentos e dos tiroteios, para refazerem as suas vidas.
Lamentavelmente, o nacionalismo e a xenofobia estão no horizonte à medida que a pressão sobre as fronteiras aumenta. No entanto, se considerarmos a União Europeia no seu todo, com cerca de 500 milhões de habitantes, estaremos a falar num total de menos de um por cento correspondente a pessoas já acolhidas e que irão chegar durante os próximos anos (3 milhões até ao fim de 2017, segundo estimativa da Comissão Europeia). É pouco racional pensar-se na alteração significativa de padrões culturais ou religiosos com a chegada de um número tão relativamente pequeno de estrangeiros. É frequente, também, não se equacionarem as vantagens da diversidade biológica e cultural e ignorarem-se questões demográficas, como as que se prendem com o envelhecimento da população, de que Portugal é paradigma.
Desfazer os mitos sobre os refugiados, ao mesmo tempo que se procura chamar a atenção para os aspetos mais importantes relacionados com a receção e a integração das pessoas a acolher, é o grande objetivo deste trabalho de esclarecimento e sensibilização do CPR. Estas são as sessões agendadas para as 2 próximas semanas:

16/11

Torres Novas

Palestra/ sessão de esclarecimento acerca da temática dos refugiados que estão a chegar à Europa

Escola Profissional de Torres Novas

16/11

Cadaval

Palestra/ sessão de esclarecimento acerca da temática dos refugiados que estão a chegar à Europa

Agrupamento Escolas do Cadaval

17/11

Porto

Formação aos técnicos do IEFP

IEFP

17/11

Évora

Palestra no Agrupamento de Escolas de Évora

Professora Anabela Moreira

17/11

Lisboa

Refugiados e Emergências na Habitação

IGOT - Universidade de Lisboa

18/11

Sesimbra

Formação aos técnicos da CM e demais Instituições locais

CM Sesimbra

3/11

Gondomar

A Migração entre a crise e as oportunidades

Associação Social Recreativa Cultural e Bem Fazer “Vai Avante”

24/11

Lisboa

Acesso ao Direito ...

CEJ/ IPAV

24/11

Vialonga, Vila Franca de Xira

Palestra no Agrupamento de Escolas

Ações de Sensibilização - Escola E.B. 2, 3 de Vialonga

25/11

Paris, França

Conferência "A crise do asilo na Europa: uma crise de memória?"

Instituto Francês Relações Internacionais (IFRI) /Mathieu Tardis

25/11

Lisboa

Palestra na escola

Fundação Monsenhor Alves Brás

26/11

Lisboa

ISCTE

CRIA (com JRS e Rosário Farmhouse)

26/11

Paço D'Arcos

Palestra na escola

EB Joaquim de Barros

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.