Primeiros camiões com ajuda humanitária chegam a diversos locais sitiados
LISBOA, 17 de fevereiro de 2016 (LUSA/AFP) - Primeiros camiões com ajuda humanitária chegam a diversos locais sitiados, incluindo Madaya. Ver Lusa e AFP. Ver mapa no Guardian.
Na sequência da reunião de Munique, dia 12, e do encontro de ontem entre Staffan de Mistura (Enviado Especial da ONU) e autoridades sírias, começou a chegar ajuda humanitária a diversas localidades sitiadas, entre as quais Madaya, uma das mais afetadas, em que 46 pessoas morreram de fome desde 1 de dezembro, segundo a Médicos Sem Fronteiras (MSF).
Os cercos converteram-se numa arma de guerra no conflito sírio, utilizados principalmente pelo regime de Assad, mas também pelos rebeldes e pelo Daesh/EI.
De acordo com o Gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), 486.700 sírios vivem em 18 zonas sitiadas e um total de 4,6 milhões vivem em locais considerados "dificilmente acessíveis". No entanto, o governo de Damasco conseguiu entregar ajuda às localidades sitiadas que o exército sírio controla fazendo lançamentos a partir do ar, algo que as outras forças não estão em condições de fazer, já que carecem de força aérea.
Duas ONGs, a holandesa Pax e a The Syria Institute, nos Estados Unidos, consideram que mais de um milhão de pessoas carecem de quantidades suficientes de alimentos, eletricidade e água corrente e correm maiores riscos de morrer como consequência destas carências.

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.