Campo de Refugiados de Zaatari
ZAATARI (Jordânia), 16 de novembro de 2015 (ACNUR/CPR) - Zaatari, no norte da Jordânia, tem o maior campo de refugiados do Médio Oriente e o segundo maior do mundo. Atualmente com, aproximadamente, 81 mil residentes Sírios, foi estabelecido em 29 de Julho de 2012 para fazer face a enormes fluxos de refugiados.
Com o arrastar da guerra na Síria, as filas de tendas que abrigaram os primeiros refugiados que chegaram a Zaatari foram agora substituídas por abrigos pré-fabricados.
A população do campo continua a aumentar, não só pela agudização da guerra, mas também pela crescente vulnerabilidade de refugiados urbanos na Jordânia (mais de meio milhão), cujas economias estão esgotadas após anos de exílio, e que estão impossibilitados de encontrar meios de subsistência legais. Aqueles que vivem em Amã, capital do país, estão a tentar sobreviver numa das cidades mais caras do Médio Oriente.
A última pesquisa mostrou que 86% de refugiados urbanos vivem abaixo da linha de pobreza da Jordânia, o que significa cerca de 90 euros per capita ao mês.
Mais de metade da população é formada por crianças, representando desafios relacionados com o reestabelecimento da educação interrompida abruptamente pela guerra. Uma em cada três crianças não frequenta a escola.
Uma avó e a sua prole

No Campo de Refugiados de Zaatari, na Jordânia uma avó e a sua vasta família (para visualizar as legendas em português, clique em CC, no canto inferior direito do vídeo).

Posted by Conselho Português para os Refugiados on Monday, 16 November 2015
(para visualizar as legendas em português, clique em CC, no canto inferior direito do vídeo).

 

 

 

DIVERSOS PROJECTOS DO CPR SÃO FINANCIADOS PELO FUNDO ASILO, MIGRAÇÃO E INTEGRAÇÃO (FAMI)

 

De acordo com as últimas estatísticas, o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não pára de aumentar. O número de pessoas que buscam protecão no nosso país é de cerca de 870 por ano ou 87 pessoas por cada milhão de habitantes, um número bastante inferior à média europeia (2600 pedidos por milhão de habitantes na UE-28, em 2015). Há mais de um quarto de século que o CPR, sempre em colaboração com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal.